Nossa História
O trabalho hoje realizado teve início no começo dos anos 90, quando surgiu a idéia de preparar quentinhas, roupas e alguns presentes e distribuí-los aos vizinhos carentes do Flamengo e bairros adjacentes por ocasião do Natal.
Ao longo dos anos, constatamos que as pessoas estão nas ruas por motivos diversos e percebemos a importância de desenvolver estratégias específicas que possibilitem a sua reintegração no contexto social.
A partir da fundação do INSTITUTO PAULO E ESTEVÃO em 03/10/02, na Avenida Treze de Maio (Centro), dinamizamos a atividade de assistência e individualizamos o atendimento. A análise caso a caso permite a ação adequada a cada tipo de problema encontrado. Conseguimos, em muitos casos, facilitar o retorno destes indivíduos as suas cidades de origem, além de encaminhá-los para tratamento em clínicas, para o mercado de trabalho, etc., ações estas que podem ser consideradas uma vitória no processo de re-inserção social.
Em abril de 2005, dois imóveis foram cedidos em comodato ao IPÊ para o desenvolvimento de atividades sociais e culturais, que passou a ter sua sede na Rua do Senado, 221/223-Centro. No número 221 funciona o Instituto Paulo e Estêvão, que realiza o trabalho de assistência social; no número 223 funciona a Casa Paulo e Estêvão, organização religiosa, que promove as atividades culturais e visa a formação do homem de bem, dentro dos postulados da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.
Dentro de uma proposta de resgate da cidadania e da formação integral do homem de bem, adotamos o conceito “arte a serviço do bem”, que pode ser traduzido por “incremento da auto-estima pela arte”. Não estamos falando de terapia ocupacional apenas, mas de desenvolvimento do potencial individual, do desabrochar da criatividade e do auto-encontro. Para isto, contamos com um auditório destinado à promoção de atividades ligadas às artes cênicas, canto, projeção de filmes, palestras e debates.
O IPÊ trabalha exclusivamente com mão de obra voluntária, não tendo nenhum objetivo político, financeiro, ou qualquer outro tipo de interesse que não seja a prática da filantropia direcionada aos mais necessitados.